quinta-feira, 19 de julho de 2012

Poesia Urbana


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Minha poesia urbana é um texto cinzento,
Incolor e Insípido.



Um simples derramar de palavras
Que se aglutinam na busca de um sentido,
Mas não encontram significado algum.


Minha poesia urbana é um texto sem nexo,
Encharcado de palavras vazias escolhidas sem critérios,
E Jogadas numa folha de papel qualquer.


É suja,
Desalinhada.
[Dissimulada]


Minha poesia urbana é uma cidade calada
Sob a névoa de uma chuva torrencial,
E de nada fala.


Minha poesia urbana é um copo de cachaça,
[das fortes]
Dessas que desce queimando a garganta,
Sem deixar gosto algum.


Minha poesia urbana não tem propósito,
Minha poesia urbana...
Nem mesmo é poesia!



São Luís/MA, 14 de Março de 2012

Livre Mulher

 

Mulher

 

Dedico-te meus versos humildes,
Sem palavras rebuscadas ou frases feitas,
Pois quem sabe da tua luta,


Te respeita,
Te Admira,
Te venera.


Dedico-te meu abraço sincero,
E meu apoio em tua luta,
Pois o mundo sem tua presença,


Seria menos belo,
Menos perfumado,
Menos sorridente [Menos caliente].


Dedico-te meu total apoio,
Pois creio que a liberdade que hoje abraças,
Fruto do suor [e sangue],
De muitas que por esta afirmação lutam,

Torna-te mais viva,
Mais presente,
Mais Mulher!

São Luís, 08 de março de 2012

Reflexão Jurídico-Científico-Filosófica E Social

 

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Liberta-te do positivismo puro.
[Kelseniano]!


Mergulha-te sem medo no surrealismo.
[Waratiano]!


“Pela Mão de Alice”, retira os tapumes,
Que lhe cercam a vista;


Vê bem que o mundo não está narrado
Nas páginas do teu “Vade Mecum”.


Descobre então, que a Jurisprudência [burra],
Corroeu-se por sua visão reacionária
[E sem fundamentos]


E o rigor pseudo-jurídico,
São meros mecanismos de afastar o direito,
Do pobre que o detém.


Queres saber como se constrói o mundo?
Queres descobrir o que é direito?


Reflete a realidade social:
Vide Pinheirinho, Vide o sangue de Flaviano,
Vide as famílias nas ruas...
Todos Morrendo de Fome!


E o Estado, esta criação holográfica que criamos,
Para enganar a nós mesmos com a tal ideia de
Segurança.


Assegura, e bem, diga-se de passagem,
Que estejam o Preto, o Pobre e a Prostituta,
Trancafiados à margem da sociedade.


Este é teu Direito, que te pintam belo,
Em tua Faculdade.


Esta é tua ciência, que te falam perfeita,
Em total desacordo, com a realidade.


São Luís/MA, 04 de março de 2012