quinta-feira, 9 de agosto de 2007

DA BARBÁRIE À SOCIEDADE


Enfim, de volta às letras. E hoje me pus a pensar sobre como tem estado o mundo em que vivemos; melhor entendido no termo planeta, pois no mais das vezes temos uma visão de mundo confundida com a visão do “nosso mundo”.

De repente após mais uma aula da disciplina de Antropologia – Ao pé da letra, estudo do homem – comecei a refletir sobre o planeta em que vivemos. Então lembrei-me que enquanto pessoas morrem de obesidade, enquanto na outra face da moeda, temos pessoas a morrer por um dos piores males que se tem, a fome; enquanto muitos riem da vida, outros riem para não chorar, e há aqueles – os que não têm vergonha, principalmente crianças – que choram por não ter o que comer. Talvez nem precisaríamos falar da guerra, mas é inevitável, pois de fato, estão acontecendo e além das astronômicas fortunas que são gastas à costeá-las temos tantas vidas desperdiçadas como mero objetos numa cultura de morte.

Enquanto muitos se divertem em suas festas e bebedeiras, uma parcela da vida humana sobre a face da Terra padece perante a fome; fome de solidariedade, fome de amor, fome de pão... É verdade, não é fácil entender por quê quanto mais “evoluímos”, prefiro dizer, alcançamos novas tecnologias, mais nos perdemos em nossa própria vaidade. Tudo tem se modificado de tal forma que precisamos, cada vez mais, levar a vida de modo superficial, é... Tudo isso não dá para entender.

Vemos ao passar dos dias novas tecnologias que surgem beneficiando sempre as minorias privilegiadas (acaso não somos todos iguais? Ou ao menos deveríamos ser.). E as pessoas que necessitam de um apoio da sociedade, onde ficam? Ah! Estas eu sei, ficam onde sempre estiveram e saindo de onde nunca deveriam ter insurgido, dos setes palmos abaixo da superfície(claro que precisamos lutar!).
Talvez ao ler este texto você acredite que estou sendo pessimista, quando na verdade estou simplesmente querendo abrir os nossos olhos, de modo a olhar para todos (sim, desta vez para todos igualitariamente) a fim de apontar uma saída viável, então, como sair deste quarto sem chave? Averiguamos todos os cantos em busca de uma saída, mas será que há? Muito nos perguntamos como sair desta diante de tanta corrupção? Verdadeiramente é difícil ter uma fagulha de esperança diante do descaso para com a vida humana que observamos, guerras, acidentes, fome...

Então, o que fazer? Desanimar? Desistir? Deixar rolar? Bem, não aceito estas opções como caminhos. A luz que agora me ilumina os olhos mostra-nos um mundo que necessita de novos Cristos, novos Gandhi’s. Isto é, não há transformação social sem uma mudança individual e esforço pessoal. É preciso que retomemos o sentido de sociedade, na difusão de uma cultura de paz – a paz harmônica, e não a imposta por armas –, amor – numa perspectiva caritativa –, o que gera a solidariedade. E é assim, somente assim que, com o pouco de muitos teremos uma verdadeira e profunda mudança nos paradigmas da sociedade.

LUTE! NÃO DESANIME! HÁ JEITO PARA ESTE MUNDO.

PAZ E BEM A TODOS!

2 comentários:

Stéfanni disse...

Enquando metade da população do planeta que emagrecer a outra metade morre de fome xD

Pensa só um pouquinho sobre isso pq se pensar demais, fica doido rs [por experiência ;]

beijão!
e que bom que voltou a escrever de novo! xP

lissa disse...

É verdade, muitas vezes nos fechamos em nossos problemas e eskecemos dos problemas da humanidade.
Deus nos ajude a entender o verdadeiro significado da palavra "ágape".
Bjaum