terça-feira, 5 de março de 2013

Samba Maria

5146579606_fb98bc9b17

Vai Maria, revela teu sorriso.

Irradia o desabrochar das rosas

Que florescem neste verão.

 

Deixa que o vento bata em teus cabelos,

Para que possas respirar,

Sem angústia ou dor que te atormente.

 

Liberta-te! Esquece meu silencio,

Esqueça [-lhe]!

Até que ele não te fale mais nada.

 

Vai Maria, requebra teu corpo

No samba da vida,

E deixa que eu me cale lentamente.

 

Deixe que eu tape a boca de meu silencio,

Para que ele não mais te fale,

Das dores que meu coração sente.

 

Vai Maria, a roda te espera,

Tamborins e Pandeiros,

Aguardam teu gingado.

 

É Maria...

Minha dor é silente,

Pois ainda sinto entre os dentes,

Este gosto amargo.

 

Barra do Corda – MA, 27 de dezembro de 2012.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

DESASSOSSEGO

pinheirinho

 

Dormirei de olhos abertos,

Ouvidos? Sempre atentos!

Pois a hora nunca se sabe.

[Ou sabe.]

 

É chegado o momento,

É hora da despedida.

 

Já não terei terras sob meus pés,

Pois serão retiradas à força.

 

Meu teto eles carregarão,

Só penso: “essa é a hora da peste prevista”.

 

Por isso não dormiremos,

Nem nos calaremos.

 

Manteremos o brado,

Como única força que temos,

Resistência!

 

[É a única prece que resta.]

 

Mas sei que a peste virá blindada,

Armada [e Mal Amada],

Cheia ódio a dispensar.

 

Carinho? Respeito?

Educação? Não haverá nada.

Será a mais horrenda truculência,

Para o desenvolvimento chegar.

 

[É o que o Estado nos oferta]

 

E amanhã, quando erigirem aqui seu palácio,

Terão nossas almas lhes deixando inquietos,

Os risos serão falsos, e os corações corroídos.

 

Sentar-se-ão em confortáveis poltronas,

Mas saberão,aqui teve sangue de mártir.

E o fétido odor do sangue putrefado incomodará.

 

Para quem sabe – um dia –,

Possa este Estado-Alegoria,

Aprender seu Povo Respeitar.

 

 

São Luís – MA, 19 de dezembro de 2012.

domingo, 9 de dezembro de 2012

Deixa eu Cantar

sex

Ah, Domingo!

Deixa eu cantar,

Libertar-me dos grilhões.

 

Quebrar tamanha monotonia,

Por entre beijos e amassos,

Entregando-me em prazer total.

 

Deixar a libido a consumir cada célula,

Tudo erotizar, toque, riso,

[e olhar.]

 

Uma boa cachaça,

Potencializando tamanho desejo.

 

Para enfim relaxar num deleite carnal,

E carinhar-te até que o sol da manhã venha

[nos acordar.]

 

 

São Luís – MA, 09 de dezembro de 2012.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Chorinhos

chorinho-1942

Chora-me no teu chorinho-canção.

Liberta as cordas do teu violão,

Na mais pura libertinagem do som.

 

Deixa esta cadência tomar conta de ti

E deita nos braços de tua Pátria Amada,

Em meios a melodias de malemolência sem fim.

 

Escuta como chora a viola,

Um choro em todas as cores,

Que enche de vida o salão.

 

De Heitor a Pixinguinha transito,

Chorando em alegria o Brasil,

Nos acordes de um violão.

 

São Luís/MA, 08 de novembro de 2012.

sábado, 27 de outubro de 2012

Lasciva Morbidez

2361231359_9498d1aed8

Estava tão linda,

Desfilava o habitual sorriso,

Interpolando beijos e abraços.

 

Era noite de luar,

O vento frio embalava olhares oblíquos

Escondidos na escuridão noctívaga.

 

Pouco tempo levou,

Logo se tinham nos braços

Por entre cálidos suspiros [e gemidos].

 

 

Unhas, dentes, mãos e braços,

Ditavam as ordens de

Carinhos tenros e sinceros.

 

Chronos cuidou de pronto

Da desditosa situação

Acelerou o tempo da razão.

 

Morpheus entregou-lhe a pílula vermelha

Acordou-se do devaneio,

Restou em sobressalto.

 

Aquilo tudo tinha passado,

E quedou-se ali estático

Diante de um corpo já sem vida.

 

Por que caminhos trilhavam agora

Os desejos nunca realizados?

Estavam mortos e sepultados?!

 

Contentou portentosamente em

Admirar aquele corpo nú [porém belo]

Que putrefazia-se em sua frente.

 

E seguiu em passos lentos [e firmes]

Deixando-se apodrecer,

Em sua própria dor.

 

 

 

São Luís – MA, 27 de outubro de 2012.

Vem e Deita

casal_rede_pb

Vem,
Deita-te ao meu lado,
Encosta tua cabeça no meu peito.

Sente este pulsar,

Alegre junto de ti.

 

Vem,

Joga-te nesta rede,

E abre teu sorriso.

 

Vem,

Deixa-me deleitar em

Em teu corpo.

 

Vem,

Deixa-me beijar

Teu corpo loucamente.

 

Vem,

____________

_______________.

 

Vem,

[E] Sente nosso pulsar,

Dentro de ti.

 

São Luís – MA, 22 de outubro de 2012.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Vinhais Velho

Vinhais Velho1

 Foi assim que aconteceu,
O progresso chegou [e]
Não pediu licença.

Avançou com suas forças
Enquanto alguns, sorrindo, diziam:
– É o desenvolvimento chegando!

Ele chegou com ousadia,
Adiantou-se por sobre nascentes, mangues e cajuais.
[Foi sem dó nem piedade]

Seguiu com seu soterramento,
Soterrou comunidades, soterrou famílias,
Soterrou Sonhos.

E enquanto tudo era soterrado,
Os Guerreiros de Themis sorriam,
E Bebiam um [bom e] velho Whisky,
Com seu peculiar jeitinho de fazer justiça.

São Luís – MA, 16 de Agosto de 2012.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Riso de Utopia

happy-drunk-man

No levantar da semana, vejo armações homéricas,
De Homes [e mulheres] mal amados.
Logo, bastante mal humorados.

Sorrisos, não há.
Utopias, calam-se.
A barulhenta cidade acorda.

O mundo,
Segue sem sorriso,
Sem resquícios do samba cantado na noite anterior.

Nem o requebrar da garota de sorriso carismático
Afasta a dor da preguiça semanal.

Mas no fundo da reportagem matinal,
Quietinho em seu canto,
Ergue-se calado um senhor.

Uma garrafa enrolada num saco de pão,
Dá um gole generoso,
Abre o sorriso e segue...

Passos vacilantes,
Sorriso sincero no olhar,
Ignorou, por total, a barulhenta cidade.

Mendigo bêbado,
Dirão alguns do alto de seu mau humor semanal,
Ele prosseguirá, pestanejando seus passos.

Os mais atentos verão,
Que naquele sorriso [bêbado]
Tem algo mais.

A utopia, não morreu.
A cadência do samba, ainda toca.

No fundo,
Nós que escondemos a beleza do sorriso quimérico.

Que embriagado, ri-se, sozinho [em nosso íntimo]
Até que venha novamente,
Mais um fim de semana.

São Luís – MA, 27 de agosto de 2012.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Pacto de Mediocridade

 

maquillaje congelado1


E a poesia do dia, não deu outra,
Fala de hipocrisia.

Então fica decretado,
Assinarei em letras rubras [como o sangue]
Um Pacto de Mediocridade.

Sim, serei medíocre,
Exímio fingidor,
Não é assim que tem que ser o poeta?

Pois assim será!
Abraços, risos, acenos...
Serão todos intencionais.

Nada de mim deixarei passar,
Sem uma pitada aleivosia.

Assim porei fim a qualquer rancor
Decorrente da sinceridade de meus atos,
Pois serei de todo medíocre.

E perguntarão certamente:
E o fulgor? Teu sangue pulsante?
Como há de os controlar?

Digo-te em resposta,
A saída é puramente científica.
Introjetarei na veia, nitrogênio líquido.

Dessa maneira, o sangue, [outrora fervente]
Congelará.
O coração [outrora pulsante],
Não mais baterá.

E aquele corpo,
Antes quente, lascivo, [e sincero]
Tornar-se-á gélido, abaixo de zero.

E com isso, a ideia de fingir,
Risos, beijos, carinhos... [e tantas cousas mais]
Não mais me incomodará.

Desta forma, inexistirá dor silente,
Neste álgido coração.

Serei um hipócrita a mentir,
Não sentir o ardor da paixão!

São Luís – MA, 09 de agosto de 2012.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

DEVANEIOS


bloggerPlus

Sentado à beira de uma falésia,
A lua brilha esplendorosa a me fazer companhia,
Os seres noturnos fazem suas músicas.

 
Permaneço em minha devoção,
Mergulho noite adentro,
Respiro fundo...

 
Fecho meus olhos,
Sinto o vento carinhar minha pele,
Dissipando aos poucos as angustias do dia.

 
Percebo,
Mesmo que rapidamente,
A leveza do ar.


E me atiro
Deste penhasco…


Sinto a intensidade de sensações aumentarem.

Mergulho,
Vou ao fundo do mar,
A única luz é a do luar.


A água que me abraça,
Revigora minhas forças.


Reabro os olhos lentamente,
Nado até a praia,

E caminho...
 

Até perder-se no horizonte
Apenas a lua a iluminar meu caminho.


São Luís (MA), 02 de agosto de 2012.





terça-feira, 24 de julho de 2012

O Espelho

 

M C Escher - Hand with Reflecting Sphere (1935)

E tem sido assim, a porta se tranca
E o silencio reina absoluto no apartamento,
Nenhum barulho, apenas o vazio.

Finjo não me inquietar com a estranheza
Causada por encontrar taciturnos espaços,
Prossigo então minha jornada.

Dou um passo adentro,
Tranco a porta,
Acendo a luz e...

Espero, [Escuto meu pensamento]
Verifico que nada há aqui dentro
Além de minha própria inquietude.

Então em passos ritmados, [Caminho]
Olho cômodo a cômodo, [Que incômodo!]
Estão todos vazios, como eram pra estar.

Numa passadela rápida por um dos quartos
Vejo algo passar,
Caminho decididamente na direção. [E observo]

Está ali parado,
Encara-me com um olhar meio borrado,
Numa tenra sobriedade... [Apenas me observa]

Eu analiso com calma,
Os traços, a expressão,
O olhar...

É quando desperto do meu transe psicótico,
E percebo...

Aquele lá sou eu a me observar,
E me impressiona,
Como tardei em me conhecer.

São Luís – MA, 24 de Julho de 2012

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Uma Rosa Morreu


rosa morta

Uma rosa morreu, 
Abandadonada no canto de uma sala qualquer,
Foi-se, silenciosmente, sem noticiar seu trágico porvir.

Uma rosa morreu,
Nem mesmo o Colibrí [que a paquerou por um tempo]
Sentiu a falta da flor.

Uma rosa morreu,
Murchou calada em seu canto, [perdeu seu encanto]
Não deu um grito de dor.

E assim ela se foi,
Pétala-a-Pétala,
Perdeu toda sua cor…

Até tornar-se nada,
Deixando no espaço livre,
Um silêncio pertubador...


São Luís / MA, 19 de Julho de 2012

Poesia Urbana


2630117

Minha poesia urbana é um texto cinzento,
Incolor e Insípido.



Um simples derramar de palavras
Que se aglutinam na busca de um sentido,
Mas não encontram significado algum.


Minha poesia urbana é um texto sem nexo,
Encharcado de palavras vazias escolhidas sem critérios,
E Jogadas numa folha de papel qualquer.


É suja,
Desalinhada.
[Dissimulada]


Minha poesia urbana é uma cidade calada
Sob a névoa de uma chuva torrencial,
E de nada fala.


Minha poesia urbana é um copo de cachaça,
[das fortes]
Dessas que desce queimando a garganta,
Sem deixar gosto algum.


Minha poesia urbana não tem propósito,
Minha poesia urbana...
Nem mesmo é poesia!



São Luís/MA, 14 de Março de 2012

Livre Mulher

 

Mulher

 

Dedico-te meus versos humildes,
Sem palavras rebuscadas ou frases feitas,
Pois quem sabe da tua luta,


Te respeita,
Te Admira,
Te venera.


Dedico-te meu abraço sincero,
E meu apoio em tua luta,
Pois o mundo sem tua presença,


Seria menos belo,
Menos perfumado,
Menos sorridente [Menos caliente].


Dedico-te meu total apoio,
Pois creio que a liberdade que hoje abraças,
Fruto do suor [e sangue],
De muitas que por esta afirmação lutam,

Torna-te mais viva,
Mais presente,
Mais Mulher!

São Luís, 08 de março de 2012

Reflexão Jurídico-Científico-Filosófica E Social

 

291543_248080365225576_100000708439500_780344_7396623_o

Liberta-te do positivismo puro.
[Kelseniano]!


Mergulha-te sem medo no surrealismo.
[Waratiano]!


“Pela Mão de Alice”, retira os tapumes,
Que lhe cercam a vista;


Vê bem que o mundo não está narrado
Nas páginas do teu “Vade Mecum”.


Descobre então, que a Jurisprudência [burra],
Corroeu-se por sua visão reacionária
[E sem fundamentos]


E o rigor pseudo-jurídico,
São meros mecanismos de afastar o direito,
Do pobre que o detém.


Queres saber como se constrói o mundo?
Queres descobrir o que é direito?


Reflete a realidade social:
Vide Pinheirinho, Vide o sangue de Flaviano,
Vide as famílias nas ruas...
Todos Morrendo de Fome!


E o Estado, esta criação holográfica que criamos,
Para enganar a nós mesmos com a tal ideia de
Segurança.


Assegura, e bem, diga-se de passagem,
Que estejam o Preto, o Pobre e a Prostituta,
Trancafiados à margem da sociedade.


Este é teu Direito, que te pintam belo,
Em tua Faculdade.


Esta é tua ciência, que te falam perfeita,
Em total desacordo, com a realidade.


São Luís/MA, 04 de março de 2012

Chuvosa Nostalgia


Rain-man
E finalmente a chuva decidiu cair.

Tardou, é verdade, mas veio!

E vem assim, gota-a-gota, abrindo o mês de março e seu porvir;
Incerto, como a chuva que agora cai.

Chuva essa que,
Tardou, mas veio, é verdade!

Veio e se foi,
Ligeiramente, como o tempo...
[da mocidade].

São Luís, 02 de março de 2012

Ecos do Mestre Cartola

 

Cartola

Mestre Cartola
___________________
Enquanto o cantarolar noturno das cigarras achegam ao meu coração,
A minha mente corre, ao longe, tentando chegar no além horizonte,
E num caminhar tristonho sente os pingos de chuvas que se derramam...
der...
ra...
mam...
E amam...
Até perder-se no além mar.
São Luís - 27/02/2012

domingo, 27 de março de 2011

Louco

 

loucura2

Sou um louco, aberração apreendida neste corpo,
Alimento-me das utopias dos grandes pensadores.
Para se fazer vivo o utópico é preciso primeiro,

Sonhar,
Viajar,
Divagar [Devagar]!

Sou um louco, preso as limitações mortais,
Estou fadado à velhice, ao medo, às angústias.
Aprisionado neste universo humano cá estou,

Amarrado,
Enlaçado,
Desalmado!

Sou um louco, acredito na transposição do impossível,
Acredito na força do que é extravagante.

Dopado nos devaneios distantes cá estou,
Escrevendo,
Libertando [- me],
Subvertendo!

 

São Luís/MA, domingo, 27 de março de 2011.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Medos e Tentações do Bicho-Homem

suicidio

Dos piores males que me assolam,
Há esta angustia constante,
Fruto de anseios da mais sensata razão,
Minha pequenez diante do grande monstro que me cerca...

Hominídeo, Homo Sapiens, Homo Sapiens Sapiens!

Conhecimento, maldita tentação humana,
Vício pernicioso, quanto mais tem mais o quer,
Quanto mais o conhece mais descobre sua imensidão,
Insaciável tentação que enche de angústia a realidade de ser humano...

Hominídeo, Homo Sapiens, Homo Sapiens Sapiens!

Assim rondam pensamentos, entre razão e emoção me divido,
A primeira mais sensata, buscando adentrar às descobertas de seus iguais;
A segunda animalesca, fruto dos genes e da própria essência do bicho-homem,
Perniciosas tentações, cercam-me, prendem-me, aprisionam-me...

Hominídeo, Homo Sapiens, Homo Sapiens Sapiens!

Na verdade, o fato de pertencer à espécie humana...

Mata-me!

Hominídeo, Homicídio, Suicídio, Homo Sapiens Sapiens...

Homo mortis!

São Luís, 07 de maio de 2009.

ENTRE DESASTRES E DESCASOS: A quantas fica a Dignidade Humana?


Para quem costuma acompanhar este blog, dá para perceber que tenho me tornado um tanto “turista” na arte da escrita, bem que gostaria de justificar tal falta por conta das diversas atividades, mas sendo bem sincero o que provavelmente insta óbice a esta produção disciplinada e regrada seja minha própria desorganização, a qual já estou tentando resolver aos passos, o importante é sempre tentar o retorno e não esquecer o blog.


Pois bem, hoje quero escrever sobre algo que tem me deixado um tanto inquieto, as catástrofes que têm ocorrido no Norte e Nordeste do País. Em meados de novembro/dezembro de 2008, pudemos perceber uma grande comoção e enorme movimentação por parte de toda mídia (TV, Rádio, Jornais, Internet) e de todos brasileiros, assim como reiteradas ajudas humanitárias voltadas para o Estado de Santa Catarina que fora atingido por um imenso volume de chuva, o que configurou como foi chamado o Desastre de Santa Catarina. Cidades vindo abaixo por conta do volume das chuvas que caíram no Estado.


Chegamos ao ponto que quero tratar a interessante distinção de tratamento entre Brasil do Norte e Brasil do Sul, já não é notícia que toda verba em maior parte é destinada ao crescimento dos grandes centros urbanos que ficam localizados ao Sul do País, todavia, quando se trata de contribuição com o governo, os impostos, estes são cobrados integralmente de toda a população, inclusive dos cidadãos do “Brasil do Norte”.


Partimos agora aos dados, Santa Catarina um Estado de 95,4 mil km², ao submergir às águas da chuva recebeu repasses totalizaram mais de R$ 460.000.000,00 (quatrocentos e sessenta milhões de reais), sem contar toda as ajudas humanitárias, doações, artistas famosos vertendo lágrimas pela reconstrução do Estado. Ainda sobre os números da catástrofe, o resultado da mesa paira em cerca de 12.027 (doze mil e vinte e sete) pessoas entre desabrigados e desalojados, com 135 mortes e 2 desaparecidos. (Fonte: http://www.desastre.sc.gov.br)


Agora subimos o País, facilmente percebemos uma grande catástrofe que, em números supera por demais as proporções do desastre que assolou o Estado de Santa Catarina. Inicia-se pelo fato de que não se trata apenas de um Estado, mas de diversos Estados que totalizam um espaço territorial diversas vezes maior que o visto em Santa Catarina, para termos idéia, só o Maranhão conta com um espaço territorial de 321.983,293 km², os dados encontrados também divulgam que já supera o número de 180.000,00 (cento e oitenta mil) desabrigados nos três Estados mais atingidos (Maranhão, Piauí e Pará), agora a parte mais interessante é: a liberação de verba no mês de abril se limitou a R$ 300.000.000,00 (trezentos milhões de reais) para a Defesa Civil, nos três Estados.




Com base nos números, não é preciso ser matemático para perceber que para cuidar de um espaço extremamente maior, fora destinada uma verba bem menor que a outrora registrada para cuidar do pequeno Estado de Santa Catarina, e assim percebemos como é feito o corte do bolo recebido pelo Governo, bolo esse no qual todos contribuintes – habitem eles no norte, nordeste ou sul – estão sujeitos a pagar. E assim percebemos, cada vez mais o contraste de nosso País, no qual se divide pelo Poder aquisitivo do Estado quem merece mais ou menos, esquecendo-se que em se tratando de catástrofes estamos de algo bem maior que poder aquisitivo dos Estados, mas estamos tratando de vidas, Vidas Humanas. E com isto paira a dúvida: Será que os povos do Norte e Nordeste precisam mesmo de menos para se organizar ou se trata de vidas que não se fazem necessárias o Governo priorizar?